Mineração avança na Bahia, mas na Serra do Cachimbo, polêmica

Despedindo-se do comando do extinto Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), que no início do mês virou Agência Nacional de Mineração (ANM), o ex-deputado Raimundo Sobreira, que lá ficou nos últimos dois anos e meio, diz que na Bahia foram liberadas cinco mil autorizações para exploração, um avanço bastante significativo.

Ele ressalva, todavia, que poderia ser melhor. E a parte ruim, na avaliação dele, veio de um baiano, Edson Duarte, ex-vereador em Juazeiro, ex-deputado estadual e federal, ministro do Meio Ambiente no governo que se finda.

– Ele reativou o Parque Nacional do Boqueirão da Onça, com 987 mil hectares, um exagero. Isso quer dizer que dois mil requerimentos de exploração de lavras em Sento Sé, Campo Formoso e Sobradinho estão travados.

Serra da Quixaba — Sobreira diz que vai fazer do caso uma bandeira de luta. Ele afirma, por exemplo, que se o parque tiver uma área de 179 mil hectares nas imediações do Boqueirão da Onça propriamente dito, já é de muito bom tamanho.

O parque abrange hoje o garimpo de ametistas da Serra do Quixaba, em Sento Sé, que por isso ainda hoje está na ativa, mas agora funciona na ilegalidade.

– É uma situação muito ruim. O vanádio em Maracás e o diamante em Nordestina ativaram a economia dos municípios. É, ao nosso ver, positivo.

Fonte: A Fonte