Cobre recua com novos dados apontando desaceleração da economida da China

Os preços do cobre operam em baixa nesta sexta-feira, em linha para fechar a semana no negativo à medida que, mais amplamente, os mercados financeiros agiram com ordens de venda a dados que mostram uma desaceleração contínua da economia da China. Por volta das 9h30, a tonelada do cobre para entrega em três meses recuava 1,00%, a US$ 6.090,50, na London Metal Exchange (LME), enquanto na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), a libra-peso do metal para março perdia 0,96%, a US$ 2,7405.

Indicadores divulgados por autoridades chinesas mostram um aprofundamento maior que o esperado da reviravolta negativa na economia da China. O escorregão das vendas no varejo e da produção industrial no país amontoaram a pressão para que Pequim interrompa a desaceleração em 2019, mas continue lidando com o seu conflito comercial com os Estados Unidos.

“Sem o adiantamento de exportações [para evitar a incidência de tarifas], isso foi visto como uma ilustração melhor do pobre estado da economia chinesa”, disse o operador da Marex Spectron Alastair Munro. No Chile, um bloqueio grevista na mina da estatal Codelco em Chuquicamata foi desfeito pela polícia ontem, com alguns líderes sindicais sendo presos. Isso não deu fim à interrupção da produção nessa que é a terceira maior mina de cobre do país sul-americano, contudo.

Entre outros metais negociados na LME, a tonelada do alumínio caía 0,26%, a US$ 1.925,00, a do zinco descia 1,83%, a US$ 2.528,00, a do estanho perdia 0,10%, a US$ 19.435,00, a do níquel baixava 0,18%, a US$ 10.830,00, e a do chumbo subia 0,23%, a US$ 1.951,50.

Fonte: Dow Jones Newswires