Ativistas do Greenpeace presos após protesto pacífico contra exploração em minas de carvão

A justiça da Eslováquia decidiu neste domingo, 02, manter 12 ativistas do Greenpeace em detenção. O grupo reúne pessoas da Eslováquia, República Tcheca, Finlândia, Alemanha e Bélgica, que protestavam pacificamente contra o uso do carvão como fonte energética, exibindo cartazes na torre de mineração de uma empresa de mineração eslovaca. Os ativistas agora enfrentam acusações criminais e correm o risco de serem presos por até 5 anos. Seus advogados estão recorrendo contra a decisão.

No dia 28 de novembro, o grupo escalou a torre de mineração da empresa de carvão eslovaca Horna Nitra Mines, em Novaky, no oeste do país. Eles exibiram uma faixa de 5 metros de altura por 15 metros de largura com a frase “Fim da era do carvão”, na língua local, e outra com o logotipo do Greenpeace.

Um tribunal do condado de Prievidza, no centro-oeste do país, decidiu este domingo que os ativistas teriam que permanecer sob custódia até o julgamento ser completo. O argumento é que eles podem “continuar com atividades ilegais” se forem libertados.

- Esses 12 ativistas realizaram ações pacíficas para protestar contra o combustível fóssil mais sujo. Sua detenção contínua é uma vergonha. Apelamos à Eslováquia para a sua libertação imediata. – pediu Jennifer Morgan, diretora executiva do Greenpeace International.

Por meio de nota, a organização afirma que os ativistas “não representam uma ameaça concebível” e que “o carvão que é a ameaça real”.

Fonte: O Globo