Samarco não deve voltar a operar no Espírito Santo em 2019

Ainda não há previsão do retorno das atividades da Samarco no município de Anchieta, sul do Espírito Santo. Após a tragédia de Mariana, ocorrida em 5 de novembro de 2015, todas atividades da empresa foram paralisadas.

Para retornar a produção de minério de ferro, a empresa precisa de duas licenças: a primeira, referente a um novo local para a disposição de rejeitos; e a segunda, relativa ao Licenciamento Operacional Corretivo (LOC) do Complexo de Germano, localizado em Mariana e Ouro Preto (MG).

Com isso, a Samarco esclareceu que não há data prevista para o retorno das operações, nem no estado mineiro, nem no Espírito Santo. A expectativa é que as licenças necessárias para viabilizar o retorno das atividades sejam obtidas ao longo de 2019.

Espírito Santo

Em razão do dano ambiental provocado pelo rompimento da barragem de Fundão, no município de Mariana, em Minas Gerais, a lama chegou ao rio Doce e atingiu municípios do Estado.

As cidades afetadas foram Baixo Guandu, Colatina e Linhares, onde fica a foz do rio. Já em Anchieta, sul do Estado, o impacto na cidade foi na economia. A Samarco era a principal atividade econômica. Atividades diretas e indiretamente foram impactadas com a paralisação da empresa.

O acidente é considerado o maior desastre natural da história do país, com um impacto que pode durar aproximadamente cem anos.

Anchieta

O impacto financeiro da paralisação das atividades da Samarco em Anchieta é imensurável, tanto para o município do sul do Estado como para o Espírito Santo. Antes do desastre, a unidade de pelotização da empresa em Ubu recebia, por meio de três minerodutos de 400 km, parte do minério de ferro extraído em Minas Gerais.

Para cuidar da produção, a empresa contava com 1.250 empregados diretos. Atualmente, esse número é de 420. Segundo a Samarco, eles são responsáveis pela manutenção da unidade e a realização de funções administrativas.

Grande parte dos 830 funcionários dispensados passaram por programas de demissão voluntária. Segundo a Samarco, foram realizadas dois programas de demissão voluntária (PDV) que foram construídos com os sindicatos (Sindimetal – ES e Metabase Mariana – MG). O objetivo da empresa é  retomar as atividades com 26% da capacidade operacional.

Fonte: Folha de Vitória