Cobre recua em Londres e NY, na esteira de indicadores chineses

Os futuros de cobre operam em baixa nesta manhã em Londres e Nova York, após novos indicadores gerarem preocupações sobre a economia da China, o maior consumidor mundial de metais básicos. Por volta das 7h55 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,5%, a US$ 6.209,00 por tonelada, ampliando perdas na semana a 1,2%.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em dezembro tinha baixa de 0,30%, a US$ 2,78 por libra-peso, às 8h27 (de Brasília).

O cobre ficou pressionado após dados da China mostrarem que a taxa de inflação anual ao consumidor do país atingiu o maior nível em sete meses e uma queda anual de 49% nas vendas de moradias das dez maiores cidades chinesas durante a chamada Semana Dourada deste ano. Além disso, as vendas de carros recuaram pelo terceiro mês consecutivo em setembro, o que pode levar o gigante asiático a registrar sua primeira contração nas vendas anuais em quase três décadas.

Também há indicações de aumento na oferta do cobre, num momento em que a demanda chinesa parece diminuir. A produção da mineradora anglo-australiana Rio Tinto na mina chilena de Escondida – a maior do metal no mundo -, cresceu 6% no terceiro trimestre.

Entre outros metais básicos na LME, não havia tendência única. No horário indicado acima, o zinco subia 0,56%, a US$ 2.609,00 por tonelada, o estanho cedia 0,1%, a US$ 19.140,00 por tonelada, o níquel recuava 0,9%, a US$ 12.470,00 por tonelada, e o chumbo avançava 0,41%, a US$ 2.088,00 por tonelada.

Fonte: Dow Jones Newswires