Cobre opera sem direção única com mercado monitorando comércio e greve em mina

Às 8h10 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,32%, a US$ 6.282,00 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Às 8h30, o cobre para setembro tinha queda de 0,21%, a US$ 2,8045 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

No encontro entre Trump e Juncker, marcado para acontecer às 14h30 (de Brasília) na Casa Branca, em Washington, terá como tema principal o comércio, após Trump ameaçar aplicar tarifas sobre a importações de carros europeus. Hoje, a comissária de Comércio da União Europeia, Cecilia Malmström, afirmou que, caso os Estados Unidos levem adiante a ameaça de impor tarifas contra automóveis dos países do bloco, a UE está pronta para retaliar com tarifas sobre US$ 20 bilhões em produtos americanos.

Por outro lado, outros fatores tentam impulsionar o metal. Os preços do cobre “subiram 2,8% ontem, ajudados pela melhoria no sentimento com a China em meio a sinalização de medidas de estímulos do governo possibilidade de greve na mina cobre Escondida, no Chile”, disse Carsten Menke, analista de pesquisa de commodities da Julius Baer.

As negociações salariais na maior mina de cobre do mundo estão paralisadas, e se os trabalhadores rejeitarem uma oferta final pelo operador da mina, uma greve pode ser iminente, disse Menke. A China, maior consumidora mundial de metais industriais como o cobre, aprovou nesta semana novas medidas fiscais, incluindo isenções fiscais e bônus especiais para investimentos em infraestrutura, para fortalecer sua economia.

Fonte: Dow Jones Newswires