Cobre opera em baixa, diante da força do dólar

O cobre opera em território negativo na manhã desta quarta-feira, tendo atingido em Londres os patamares mais baixos em um ano. O metal continua a estar sob pressão por causa do dólar valorizado. Às 8h (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,82%, a US$ 6.110 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), tendo recuado 1,5% até agora nesta semana. Já o cobre para setembro tinha queda de 0,80%, a US$ 2,7250 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), às 8h13.

O dólar mais forte torna as commodities, denominadas nessa moeda, mais caras para os detentores de outras divisas, o que contém o apetite dos investidores. O Julius Baer aponta que o dólar é apoiado pelas declarações otimistas de ontem sobre a economia do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell.

Além disso, os trabalhadores da mina Escondida, no Chile, apresentaram novas propostas para a BHP Billiton. O acordo coletivo atual vence no fim do mês. Há ainda cautela com o conflito comercial entre a China e os EUA, que piora o humor no mercado de cobre. Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 2,15%, a US$ 2.562 a tonelada, o estanho avançava 0,18%, a US$ 19.515 a tonelada, o níquel tinha baixa de 0,85%, a US$ 13.430 a tonelada, o alumínio caía 0,10%, a US$ 2.029,50 a tonelada, e o chumbo tinha baixa de 0,71%, a US$ 2.159 a tonelada.

Fonte: Dow Jones Newswires