Cobre fecha sem direção única em dia de recuperação e tensão comercial no radar

Os futuros de cobre fecharam em direções opostas, em meio a tensões comerciais que ajudam a sustentar a valorização do dólar, embora alguma recuperação tenha sido observada nos negócios em Nova York. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para entrega em julho fechou em alta de 0,16%, a US$ 2,9920 por libra-peso. Já na London Metal Exchange (LME), a tonelada do metal para três meses recuou 0,62%, para US$ 6.713,00.

O índice DXY do dólar subiu com força, tornando o cobre menos atraente para operadores que utilizam outras moedas. O avanço da divisa americana ocorreu diante de incertezas causadas por desavenças comerciais entre EUA e China, as duas maiores potências econômicas globais. Nas últimas semanas, Washington têm ameaçado tarifar bilhões de dólares em bens da China e Pequim promete revidar na mesma proporção.

Durante à tarde, o dólar ganhou força em relação a outras moedas fortes há pouco, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizer ter sido inventada a história sobre a possibilidade de Washington implementar restrições a investimentos chineses a empresas de tecnologia americanas.

Entre outros metais negociados na LME, o alumínio subiu 0,09%, a US$ 2.157,00 por tonelada; o níquel avançou 0,37%, a US$ 14.785,00 por tonelada; o estanho perdeu 0,12%, a US$ 20.100,00 por tonelada; o zinco teve baixa de 0,24%, a US$ 2.840,00 por tonelada; e o chumbo caiu 0,37%, a US$ 2.411,00 por tonelada.

Fonte: Dow Jones Newswires