Cobre opera quase estável, de olho em negociações trabalhistas e no Fed

Os contratos futuros de cobre estão próximos da estabilidade. Além da expectativa geral nos mercados internacionais pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), nesta tarde, investidores nesse caso monitoram notícias de empresas e também notícias de negociações entre funcionários e patrões na maior mina do mundo.

O cobre para três meses subia 0,03%, a US$ 7.214,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), às 8h45 (de Brasília), avançando 4% na comparação mensal. Às 9h05, o cobre para julho avançava 0,08%, a US$ 3,2520 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar está perto da estabilidade, antes da decisão do Fed. Além disso, na quinta-feira haverá decisão do Banco Central Europeu (BCE), o que gera cautela antes das decisões de importantes bancos centrais.

Na semana passada, o cobre teve forte alta, em meio a uma combinação de decisões especulativas, movimentos cambiais e preocupação com a oferta. Negociações trabalhistas na América do Sul foram uma importante causa para o movimento, em meio ao diálogo entre a BHP Billiton e os funcionários da mina Escondida, no Chile, a maior do mundo. No ano passado, um impasse nesse diálogo provocou uma greve de 44 dias.

 Agora, estrategistas do ING apontam que os trabalhadores chegaram a um acordo com a BHP na mina Spence, no Chile. “Este é um sinal potencial de que poderíamos ter um acordo também na Escondida”, disseram.

 Por outro lado, o executivo-chefe da estatal Codelco, Nelson Pizarro, afirmou na segunda-feira à agência Bloomberg que concessões salariais generosas do setor privado prejudicam a tentativa de sua empresa de manter baixos os custos.

Fonte: IstoÉ