Cobre opera em baixa com avanço de negociações da BHP no Chile

Os futuros de cobre operam em baixa nesta manhã, devolvendo parte dos fortes ganhos da semana passada, à medida que negociações trabalhistas no Chile, maior país produtor do metal básico, dão sinais de avanço.

Por volta das 8h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,88%, a US$ 7.241,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho tinha queda mais expressiva, de 1,47%, a US$ 3,2505 por libra-peso, às 8h35 (de Brasília).

Na semana passada, o cobre atingiu máximas em quatro semanas, favorecido por preocupações com a oferta do metal, movimentos especulativos e oscilações cambiais. Além disso, há informações de que houve grandes compras de cobre na LME por alguns dos maiores participantes do mercado inglês.

Investidores estão atentos a discussões entre a mineradora anglo-australiana BHP Billiton e funcionário da mina chilena de Escondida, a maior de operação de cobre no mundo. No ano passado, a mina foi paralisada por uma greve de 44 dias.

As conversas da BHP este ano, porém, têm sido tranquilas e relatos de que a empresa conseguiu fechar um acordo com trabalhadores da mina de Spence, também no Chile, amenizaram tensões em relação à oferta.

A BHP deve responder ainda hoje a exigências de sindicalistas da Escondida, que incluem reajuste salarial de 5% e o pagamento de um bônus extraordinário equivalente a US$ 34 mil.

 

Entre outros metais na LME, as perdas eram quase generalizadas. O zinco tinha baixa marginal de 0,03% no horário indicado acima, a US$ 3.201,00 por tonelada, o alumínio recuava 0,5%, a US$ 2.298,50 por tonelada, o estanho diminuía 0,35%, a US$ 21.095,00 por tonelada, o níquel caía 0,58%, a US$ 15.360,00 por tonelada. Única exceção na LME, o chumbo subia 0,63%, a US$ 2.482,50 por tonelada.

Fonte: IstoÉ