Cobre recua diante de dólar alto, mas preocupações com oferta limitam baixa

O cobre negociado em Nova York opera em baixa nesta sexta-feira em meio ao dólar mais forte ao redor do mundo. A queda, porém, é limitada, uma vez que preocupações em torno da oferta do metal seguem no radar dos investidores.

Às 8h18 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,1%, a US$ 7.254,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O metal já subiu 5,1% na LME . Às 8h30, o cobre para julho recuava 0,05%, a US$ 3,2735 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

 O índice do dólar DXY – que mensura a moeda americana frente a outras seis moedas fortes – opera em alta de 0,40%, a 93,767. Um dólar mais fraco torna as mercadorias denominadas em dólar mais caras para os detentores de outras moedas.

Ainda assim, a queda de hoje é limitada pelas preocupações que têm pairado no mercado nos últimos dias. O fechamento da fundidora de cobre da Vedanta Resources em Indian Tamil Nadu, e os temores de uma repetição da greve de 44 dias do ano passado na operação da BHP Billiton na mina chilena Escondida – a maior do mundo – estão por trás das preocupações dos analistas.

 Além disso, dados recentes da comissão de cobre do estado chileno Cochilco revelaram queda de 12% na produção mensal em abril, para o nível mais baixo desde fevereiro de 2017, disse Alastair Munro, corretor da Marex Spectron em nota.

Entre os metais básicos, o zinco subia 0,62%, para US$ 3.182 por tonelada, o alumínio avançava 1,58%, para US$ 2.321 por tonelada métrica, o estanho caía 0,54%, para US$ 21.105 a tonelada métrica, o níquel recuava 0,03%, para US$ 15.415 a tonelada métrica e o chumbo tinha queda de 0,28%, para US$ 2.489 a tonelada métrica.

Fonte: IstoÉ