Cobre amplia ganhos recentes, ainda de olho em negociações salariais no Chile

Os futuros de cobre operam em alta nesta manhã, ampliando ganhos recentes, ainda em meio a negociações salariais no setor minerador chileno que podem ter impacto na oferta do metal.

 Por volta das 6h15 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,5%, a US$ 7.019,00 por tonelada.

 Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em junho tinha alta de 0,48%, a US$ 3,1495 por libra-peso, às 7h30 (de Brasília).

Investidores estão atentos esta semana a possíveis rupturas na oferta, uma vez que a mineradora anglo-australiana BHP Billiton retomou negociações com trabalhadores da mina chilena de Escondida, a maior de exploração de cobre do mundo. No ano passado, uma greve de 44 dias na mina comprometeu a produção e impulsionou os preços do metal.

“Qualquer interrupção significativa da mão de obra poderá ser um catalisador para os preços do cobre”, comentou Sam Crittenden, analista do RBC, em nota a clientes.

 Desde o começo do ano, o cobre tem operado sob pressão e acumula perdas de 3%, prejudicado por temores sobre uma eventual desaceleração da China e pela tendência de valorização do dólar. Nas últimas sessões, no entanto, o cobre tem mostrado maior resistência e se mantido dentro de uma estreita faixa de preços.

Entre outros metais básicos na LME, o viés era majoritariamente positivo: no horário indicado acima, o zinco avançava 1,6%, a US$ 3.170,00 por tonelada, o alumínio ganhava 0,9%, a US$ 2.329,00 por tonelada, o níquel tinha alta de 0,10%, a US$ 15.515,00 por tonelada, o e o chumbo subia 1%, a US$ 2.525,00 por tonelada. Exceção no mercado inglês, o pouco negociado estanho caía 0,30%, a US$ 20.610,00 por tonelada.

Fonte: IstoÉ