Fecomércio MG analisa expansão do comércio exterior no Brasil

O comércio exterior é um fator determinante para o desenvolvimento econômico e tecnológico nacional. Com as exportações, o país gera mais empregos, renda e aumenta o Produto Interno Bruto (PIB). A balança comercial do Brasil registrou o maior superávit da história em 2017: US$ 67 bilhões, de acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Em 2018, a expectativa é que os negócios internacionais atinjam o segundo melhor saldo já registrado: US$ 50 bilhões.

No entanto, os resultados não refletem a participação do Brasil no mercado internacional. De acordo com o especialista em comércio exterior e parceiro da Fecomércio MG, Alexandre Marques, o país representa apenas 1,25% dos negócios entre países. O percentual é pouco expressivo diante das muitas oportunidades para as corporações que atuam nesse mercado. Diversas corporações apresentam resultados empresariais significativos quando começam a exportar.

Segundo Marques, embora sejam importantes para a economia, há uma concentração de produtos primários do agronegócio e da mineração na pauta de exportação brasileira. “Precisamos desenvolver e expandir o processo de industrialização e de exportação de produtos com maior valor agregado”, analisa.

Além da estratégia de ampliar as importações para consolidar e diversificar o mercado interno, as empresas que desejam investir no comércio exterior precisam conhecer todo o sistema nacional de incentivos fiscais de exportação. “Empresas que atingem 60% na sua carteira de exportação conseguem zerar a carga tributária, usando de incentivos fiscais. Mas, para ter sucesso nesse mercado é preciso se inserir na rotina internacional e, a partir disso, buscar a gestão da venda do produto com qualidade, de acordo com a realidade produtiva da empresa”, diz.

Ações para impulsionar os negócios

 

A analista de comércio exterior da Fecomércio MG, Juliana Peixoto, avalia positivamente as ações do governo para reduzir diversos custos e entraves burocráticos nos processos de importação e exportação. Ela ressalta, porém, que é importante diversificar a pauta exportadora, investindo em produtos interessantes, inovadores e de boa qualidade, a fim de agregar valor.

 

Especialização é o diferencial

 

Entre os motivos que ainda prejudicam os negócios internacionais do país está o despreparo para atuação na área. Segundo Juliana, para uma atuação eficiente nesse mercado, é preciso de capacitação para compreender os processos envolvidos nessas transações e de uma adequada gestão de recursos e preços.

Nesse contexto, a Fecomércio MG oferece aos seus representados serviços como assessoria em relações comerciais internacionais, por meio de consultorias sobre normas de origem que possam trazer benefícios fiscais aos produtos exportados, e promove rodadas de negócios, cursos e eventos. Para mais informações, acesse: www.fecomerciomg.org.br.

Fonte: G1