Expansão de mineradora gera postos de trabalho

A primeira fase da Planta Espodumênio, projeto da AMG Mineração será inaugurada na próxima terça-feira, 15, no município de Nazareno. Denominado projeto Lítio, a iniciativa tem gerado empregos e atuado na diminuição dos impactos ambientais na região. Ao longo dos últimos oito anos, a primeira fase do Projeto, movimentou o mercado de trabalho, isso porque mobilizou cerca de 40 empresas terceirizadas e empregou mais de dois mil profissionais diretos e indiretos que atuaram em diversas áreas: pesquisa e desenvolvimento, engenharia, construção e comissionamento. E visa mobilizar ainda mais trabalhadores em sua segunda etapa.

Perguntado como o projeto resulta em melhorias ambientais, Fabiano Costa, presidente da AMG Mineração no Brasil explica: “A Planta de Concentração de Espodumênio é a primeira etapa do Projeto Lítio da AMG Mineração no Brasil. Projetarmos alternativas viáveis com foco na maximização do nosso recurso mineral e, consequentemente, na redução da geração de resíduos provenientes de nossa produção. Todo o rejeito de concentrado de Tântalo, que hoje é disposto em barragens de rejeitos licenciadas, será a matéria- prima que vai alimentar a planta de concentração de Espodumênio”.

Próxima etapa
Nem bem finalizaram a primeira fase do Projeto Lítio e, diante da alta demanda pelo metal lítio no mundo, a empresa já está desenvolvendo uma nova etapa que contempla a construção de uma segunda planta que irá expandir ainda mais a produção de concentrado de espodumênio na região a partir de 2020, com isso ainda mais empregos serão gerados e a movimentação do mercado de trabalho será ainda maior.

“A previsão é que possamos promover um número superior de contratações quando comparado à essa primeira fase, uma vez que a expansão demanda uma reconfiguração geral da infraestrutura atual da empresa. Além de outra planta de concentração de Espodumênio similar a que estamos concluindo, teremos uma fase de reestruturação da cava para acomodar o aumento das operações de lavra, a construção de uma nova unidade de britagem e moagem e uma outra planta de concentração gravimétrica para produção de tântalo.” Comenta o presidente da empresa.

O projeto
Em nota, a assessoria de comunicação explicou que “Com as pesquisas e investimentos iniciados em 2010, o projeto para concepção da planta visou o aproveitamento do mineral Espodumênio presente no rejeito da produção de concentrado de Tântalo. Para a idealização do projeto, foram investidos cerca de R$20 milhões em pesquisa e desenvolvimento de uma rota de processamento mineral inovadora e capaz de recuperar o mineral de Lítio do rejeito da produção do Tântalo”.

A respeito da segunda fase da iniciativa Costa ressalta “A segunda fase do projeto terá o mesmo compromisso socioeconômico e ambiental que a primeira etapa. Ou seja, viabilizará novos postos de trabalho, ampliará as possibilidades de desenvolvimento das localidades do entorno da AMG Mineração. Além disso, irá fomentar o princípio básico da AMG de maximização da utilização do recurso mineral e consequentemente redução da geração de resíduos”.

Fonte: Gazeta de São João Del Rei