Cobre opera em alta, apoiado por dólar mais fraco e volta da China ao mercado

O cobre opera com ganhos na manhã desta quarta-feira (2), beneficiado pelo dólar um pouco mais desvalorizado, o que tende a apoiar o apetite de detentores de outras moedas. Investidores chineses voltavam ao mercado, o que ajuda a aumentar a demanda.

Além disso, o alumínio também subia, apesar do risco menor de que o governo dos Estados Unidos atrapalhe a oferta do metal ao impor sanções contra a companhia russa Rusal, a segunda maior produtora global de alumínio. Às 8h05min (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,95%, a US$ 6.826 a tonelada, na London Metal Exchange (LME).

Às 8h53min, o cobre para julho tinha alta de 1,15%, a US$ 3,0725 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). O alumínio tinha alta de 0,53%, a US$ 2.256 a tonelada, na LME. O metal teve um salto no início de abril, quando os EUA anunciaram sanções contra o dono da Rusal, Oleg Deripaska, em meio a preocupações de problemas na oferta. Mas o metal básico recuou 9% desde sua máxima de abril, após Washington suavizar a posição no caso, no fim do mês passado.

Na terça-feira (1), o Tesouro americano concedeu à proprietária da Rusal, o EN+ Group, uma extensão de uma isenção das sanções, o que dá tempo para que Deripaska reduza sua participação e deixe o conselho da empresa. Analistas do ING Bank destacaram que o magnata russo terá uma janela maior para avaliar sua saída do negócio e, com isso, permitir a retirada das sanções.

Na avaliação de Vivienne Lloyd, analista sênior da Macquarie, com a volta dos mercados chineses após um feriado de dois dias, o preço dos metais pode ter sido considerado atrativo para operadores do país asiático. A maior parte dos outros metais básicos subia, conforme o dólar se enfraquece um pouco. Em nota, analistas do Commerzbank apontam que há uma recuperação “significativa” de vários metais, que recuaram ontem, quando o dólar se fortaleceu.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,96%, a US$ 3.100 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,09%, a US$ 21.150 a tonelada, o níquel avançava 1,09%, a US$ 13.930 a tonelada, e o chumbo tinha ganho de 1%, a US$ 2.327 a tonelada.

Fonte: Jornal do Comércio