Cobre opera em baixa, com preocupações sobre o equilíbrio entre oferta e demanda

O cobre opera em queda e chegou à mínima em três meses e meio em Londres na manhã desta segunda-feira (26), com investidores de olho em possíveis desequilíbrios entre a oferta e a demanda. Às 7h45min (de Brasília), o cobre para três meses caía 1,55%, a US$ 6.550,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para maio, por sua vez, recuava 1,40%, a US$ 2,9510 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), às 8h05min. Questões macroeconômicas têm gerado temor nos investidores nas últimas semanas.

Os metais básicos recuaram no fim da semana passada, diante da avaliação de que poderia ocorrer uma redução na demanda, em meio a ameaças da China de retaliação às tarifas comerciais dos Estados Unidos. O Wall Street Journal informou no domingo que a China e os EUA começaram a negociar como melhorar o acesso americano aos mercados chineses. Nas últimas semanas, porém, a tensão com a área comercial têm pesado nos negócios.

O recente enfraquecimento nos preços dos metais básicos “sugere que o mercado pode estar cada vez mais posicionado para que se enfraqueça a perspectiva de crescimento global sincronizado”, afirmaram analistas do Morgan Stanley em nota. A queda nos contratos em Londres e Nova Iorque ocorre após a fraqueza do metal mais cedo nos mercados futuros em Xangai. Além disso, investidores encerram posições antes de um feriado prolongado nesta semana, segundo Alastair Munro, corretora da a broker at Marex Spectron. Os estoques do metal aprovados pela LME avançaram 11,5% neste segunda-feira, para níveis não vistos em anos, segundo Munro. Os estoques estavam em 304 mil toneladas, apenas 5 mil toneladas abaixo de seu pico de 2016.

As pressões do lado da oferta estão no radar. Analistas têm feito previsões pessimistas antes da temporada de renegociações de contratos. Por enquanto, porém, as discussões entre as mineradoras e os trabalhadores têm sido mais tranquilas que o esperado. Entre os metais básicos, o alumínio caía 0,24%, a US$ 2.048 a tonelada, o zinco subia 0,68%, a US$ 3.245 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,07%, a US$ 20.775 a tonelada, o níquel recuava 0,77%, a US$ 12.880 a tonelada, e o chumbo tinha alta de 0,90%, a US$ 2.365 a tonelada.

Fonte: Jornal do Comércio