Cobre opera em baixa com tarifas dos EUA e disputa trabalhista no Chile

Os contratos futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York nesta manhã, iniciando a semana no vermelho após comentários agressivos sobre comércio entre os EUA e alguns de seus aliados e em meio a problemas trabalhistas na indústria mineradora do Chile, maior produtor mundial do metal básico.

 Por volta das 8h10 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,88%, a US$ 6.896,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio caía 0,70%, a US$ 3,1140 por libra-peso, às 9h (de Brasília).

Investidores continuam atentos após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter oficializado na semana passada que irá cobrar tarifas sobre as importações de aço e alumínio, de 25% e 10%, respectivamente. Tanto a China quanto a União Europeia fizeram graves críticas ao gesto de Washington.

 “A conversa em torno da proteção comercial pode ter enfraquecido o sentimento e enviado um sinal mais cauteloso para os investidores, mas ainda não está claro se o (protecionismo) irá se espalhar do aço e alumínio para outros tipos de metais”, comentou Xiao Fu, chefe de pesquisa de commodities da BOCI Global Commodities.

 Também pressiona o cobre notícia de que trabalhadores da mina de Los Pelambres da Antofagasta, no Chile, rejeitaram uma oferta salarial. “Uma última semana de negociações mediadas pelo governo irá agora decidir se os trabalhadores da mina irão entrar em greve, o que seria algo inédito para a Antofagasta,” disseram analistas do ING em nota a clientes.

Entre outros metais básicos na LME, as perdas eram generalizadas: o alumínio recuava 0,31% no horário indicado acima, a US$ 2.113,50 por tonelada, enquanto o zinco caía 1,09%, a US$ 3.260,00 por tonelada, o estanho tinha leve baixa de 0,19%, a US$ 21.405,00 por tonelada, o níquel diminuía 0,62%, a US$ 13.735,00 por tonelada, e o chumbo perdia 0,94%, a US$ 2.364,00 por tonelada.

Fonte: IstoÉ