Bombas instaladas pela Samarco não resolvem alagamentos no ES

Cerca de 40 famílias da comunidade Patrimônio da Lagoa, em Sooretama, no Norte do Espírito Santo, continuam sofrendo com o alagamento causado pela Lagoa Juparanã. Segundo eles, o problema é causado por uma barragem construída pela Samarco, em 2015.

Há quase um mês, a Fundação Renova — entidade criada para tratar das consequências do desastre ambiental no Rio Doce — informou que instalaria equipamentos para bombear a água represada. A instalação foi feita há uma semana, mas nada mudou.

“Não está adiantando de nada. A quantidade de água que desce do Rio São José a bomba não puxa”, disse o pescador Willington da Costa.

Os moradores acreditam que, ao invés de abaixar, a água está subindo. Foi o que constatou o pescador Joneci Rocha. “Devagar, mas está subindo. Lá em casa mesmo, está faltando uns cinco metros para chegar no alicerce da casa”, disse.

Outro pescador, Renato Rodrigues, relatou o mesmo problema. “Ficou mais próxima. Deu uma enchida a mais. Se ela chegar aqui, vamos ter que ir pra onde?”.

 Barragem

A estrutura que causa transtorno aos moradores é uma barragem construída para evitar que o Rio Doce, contaminado por rejeitos de minério, invadisse o canal que liga o rio à lagoa.

Como choveu na região do Rio São José, um dos que alimentam a Juparanã, a lagoa começou a ganhar nível.

 Renova

A Fundação Renova foi procurada pela equipe da TV Gazeta, mas não retornou até a veiculação da reportagem.

 Desastre ambiental

Em novembro de 2015, a barragem de Fundão se rompeu e a enxurrada de rejeitos de mineração devastou o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), e desceu pelo Rio Doce até chegar ao mar, em Regência, no Espírito Santo. O desastre ambiental é considerado o maior do país.

Fonte: G1