Cobre estende perdas e opera em queda, com alta do dólar e volatilidade

Os contratos futuros de cobre estendem as perdas nesta quinta-feira, depois de fechar em queda ontem em meio a um recuo do petróleo, recuperação do dólar e volatilidade generalizada no mercado. Por volta das 9h15, o cobre para três meses, negociado na London Metal Exchange (LME), caía 0,73%, a US$ 6.826,00 por tonelada, o nível mais baixo em um mês. Já o cobre com vencimento em março, negociado na Comex, a divisão de metais da Nymex, caía 0,60%, a US$ 3,0680 por libra-peso por volta das 9h40.

As commodities sofreram pressão no final da quarta-feira, após dados do Departamento de Energia dos EUA (DoE) mostrarem que a produção de petróleo aumentou na última semana. O contrato do barril Brent caiu mais de 2%, o que afetou outras commodities. Também afetou as commodities a recente recuperação do dólar, após meses de fraqueza.

Segundo o analista de metais Matthew Turner, da Macquarie, a queda do cobre foi “um movimento de câmbio. Muitas pessoas se posicionaram para a continuidade da fraqueza do dólar”. Além disso, a forte volatilidade que atingiu os mercados acionários mais cedo na semana também pesou sobre os metais, segundo a chefe de pesquisa de commodities na BOCI Global Commodities, Xiao Fu. ”Os metais básicos subiram fortemente em janeiro, então uma correção é saudável, mas os metais ainda estão fundamentalmente sincronizados com a economia global”, afirmou.

Entre outros metais negociados na LME, o zinco subia 0,07%, a US$ 3.385,50 por tonelada; o alumínio avançava 0,21%, a US$ 2.154,50 por tonelada; o estanho recuava 1,00%, a US$ 21.310,00 a tonelada; o níquel recuava 1,71%, a US$ 12.950,00; e o chumbo recuava 1,11%, a US$ 2.4960,00.

Fonte: Dow Jones Newswires