Empresas mineiras estão sem dinheiro

Um total de dez empresas licenciadas para a exploração de diamantes na Lunda-Sul estão paralisadas por falta de verbas para desenvolverem as suas actividades, informou no domingo o director provincial da Geologia e Minas. Em declarações à Angop, Gildo Massua disse que, previamente, as empresas deviam elaborar projectos concretos e estudos de viabilidade mais aprofundados para avaliarem as reais condições de exploração das reservas geológicas.

Gildo Massua lembrou que, apesar do potencial de um Kimberlito para o qual essas empresas obtiveram licenças, a exploração exige investimentos altos e equipamentos de ponta, ao contrário das províncias da Lunda-Norte e Malanje, onde se pode explorar com meios mais rudimentares.
A opção que resta a estas empresas, avançou Gildo Massua, é trabalhar com bancos comerciais para obterem financiamentos para a aquisição de máquinas capazes de explorarem com mais eficiência diamantes e outros minerais. “A Sociedade Mineira de Catoca (SMC) continua a explorar diamantes com  meios sofisticados e dá o seu contributo à economia nacional e ao desenvolvimento da província da Lunda-Sul.”

A Direcção de Geologia e Minas da Lunda-Sul controla 36 cooperativas, duas estão em fase de prospecção, enquanto as restantes procuram financiamentos para começarem a funcionar. No fim de Novembro, o presidente executivo da Sociedade Mineira de Catoca, Sergey Amelin, anunciou previsões de uma produção de oito milhões de quilates, com a companhia na expectativa de obter lucros de 138 milhões de dólares (23 mil milhões de kwanzas).

No ano passado, a Sociedade Mineira de Catoca produziu 8,7 milhões de quilates, com um valor de mercado de 988,36 milhões de dólares (cerca de 165 mil milhões de kwanzas), para um total de 8,7 milhões de quilates.

Fonte: Jornal de Angola