Minas Gerais Ampliando Pesquisas na Área Mineral

O Estado de Minas Gerais sempre foi importante na produção de minérios, sendo que, além dos de ferro, os de alto valor como o ouro e o nióbio já vêm abastecendo o pequeno mercado interno e sendo voltado para a exportação em grande volume. Agora se pesquisam os voltados à alta tecnologia como o grafeno e terras raras necessárias para semicondutores e processadores de microeletrônica, baterias de última geração, telas superfinas sensíveis aos toques e aços de ligas especiais, entre muitas outras aplicações.

O projeto mais ambicioso é o do MG Grafeno para a produção, ainda em escala piloto, de grafeno a partir do grafite natural, onde o Estado teria uma das maiores reservas de alta qualidade no mundo. É ainda um projeto modesto quando considerada a escala mundial. Enquanto o grafite é comercializado a cerca de US$ 1.000 a tonelada no mercado internacional, o grafeno chega a 500 vezes mais e, dependendo da aplicação, um grama chega a US$ 1.000, segundo o artigo.

O grafeno é um nanomateiral, formado a partir de átomos de carbono, dispostos em forma hexagonal, com características e aplicações múltiplas. É material leve, resistente, ultrarresistente, transparente e impermeável, bom condutor de eletricidade e calor, que já vem sendo pesquisado em muitos lugares do mundo há alguns anos. A literatura internacional já conta com muitas informações sobre este relativamente novo produto.

É um material bidimensional, com alto poder de recobrimento, aplicado também com tintas e vernizes com propriedade anticorrosiva, podendo ser aplicado na dessalinização da água do mar, entre outras muitas aplicações. Os ingleses e russos iniciaram suas pesquisas pioneiras.

A iniciativa em Minas Gerais está sendo feita em parceria com a Codemig – Companhia de Desenvolvimento do Estado, com a Universidade Federal de Minas Gerais e o CDTN – Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear. O objetivo é obter uma cadeia de produção ligada ao grafeno. Estima-se que das reservas mundiais que chegam a mais de 130 milhões de toneladas, cerca de 60 milhões estejam no Brasil. Seria uma área que deveria ser altamente prioritária no país.

Todos sabem que o nióbio fica em Araxá, sendo explorada e quase totalmente exportada pela CBMM – Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, que chega a 75% da produção mundial. Também as terras raras, cuja produção se concentra quase como monopólio na China, apresentam potencialidades em Minas Gerais.

Os investimentos brasileiros nestas áreas deveriam ser mais agressivos, procurando adicionar valor em muitos produtos industriais de alta tecnologia.

Fonte: Asia Comentada