Cobre recua com dados decepcionantes da China e avanço do dólar

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, influenciados por indicadores mais fracos do que o esperado da China, o maior consumidor mundial de metais básicos.

 Por volta das 8h15 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,8%, a US$ 6.378,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre com entrega para setembro tinha baixa de 0,70%, a US$ 2,8915 por libra-peso, às 8h50 (de Brasília).

 Os últimos números chineses de produção industrial, vendas no varejo e de investimentos em ativos fixos vieram abaixo das expectativas. A indústria da China, por exemplo, produziu 6,4% mais em julho do que em igual mês do ano passado, de acordo com dados publicados no fim da noite de ontem, mas analistas consultados pelo Dow Jones Newswires previam acréscimo de 7%. Já no varejo, as vendas cresceram 10,4% na comparação anual de julho, ante projeção de ganho de 10,9%.

 A valorização do índice DXY do dólar nos negócios da manhã também pressiona o cobre, ao torná-lo mais caro para investidores que utilizam outras moedas.

 Ao longo da semana, a atenção vai se voltar para desdobramentos das tensões entre EUA e Coreia do Norte, embora tenham diminuído temores de um iminente conflito militar, e também para a publicação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), na quarta-feira (16), uma vez que o documento pode trazer indícios de quando o Fed planeja voltar a elevar juros.

 Outros metais básicos na LME não tinham direção única: o zinco subia 0,4% no horário indicado acima, a US$ 2.915,50 por tonelada; o alumínio diminuía 0,4%, a US$ 2.035,50 por tonelada; o estanho avançava 0,2%, a US$ 20.380,00 por tonelada; o níquel tinha queda de 0,6%, a US$ 10.585,00 por tonelada; e o chumbo mostrava alta de 0,4%, a US$ 2.344,00 por tonelada.

Fonte: IstoÉ