Exposição fotográfica promove debate sobre modelo de mineração no Brasil

Para dialogar com a sociedade sobre os impactos da mineração, a exposição “Do Rio que Era Doce ao Outro Lado dos Trilhos: Os Danos Irreversíveis da Mineração” chega em Belém (PA). Com abertura nesta segunda-feira (7), a ação segue até sexta-feira (11), com exibição de fotografias e um ciclo de debates acerca do modelo mineral brasileiro.

Jornalista no Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração e curadora da exposição, Kátia Visentainer, conta que a mostra nasceu durante uma plenária realizada em Mariana (MG) em 2015, após o rompimento da barragem de Fundão, considerado como o maior crime socioambiental no país, no qual a lama de rejeitos tóxicos contaminou a água e o solo chegando até o oceano Atlântico. A barragem é da empresa Samarco, cujos acionistas são a Vale e a BHP Billiton.

“Muita gente acha que a mineração só causa impactos onde existe a extração do minério. Não é verdade! Quando você olha, por exemplo, o corredor Carajás, você tem o impacto onde você extrai o minério – Parauapebas – e passa pela estrada de ferro de 892 quilômetros causando impacto em 27 municípios. Então a gente quer muito promover esse debate em Belém e que as pessoas se sensibilizem e olhem: a mineração vale a pena? Qual o custo da mineração? Quais os impactos que ela gera? ”, disse Visentainer.

Fonte: Brasil de Fato