Cobre opera em baixa com dúvidas sobre agenda Trump e leve recuperação do dólar

Os contratos futuros de cobre operam em queda na manhã desta quarta-feira, influenciados por uma cautela em relação às propostas do governo de Donald Trump, nos Estados Unidos. Por volta das 8h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,19%, a US$ 5.992,50 por tonelada. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para entrega em setembro recuava 0,29%, a US$ 2,7220 por libra-peso, às 8h09.

 Após uma forte queda ante outras moedas fortes ontem, o dólar ensaia uma recuperação nesta quarta-feira, influenciando negativamente o preço de commodities, que subiram nos negócios de ontem. Contra o cobre, pesa, além do pequeno fortalecimento da moeda americana, o fato de que os investidores continuam céticos quanto à agenda de reformas proposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que propôs, durante a campanha, aumentar os investimentos em infraestrutura no país.

Além disso, os traders estão atentos a greves nas minas no Peru, o segundo maior produtor de cobre do mundo, de acordo com o banco ING, em relatório a clientes. O impacto das greves, no entanto, deve ser limitado, com apenas alguns funcionários aderindo ao movimento.

Entre outros metais básicos na LME, o zinco caía 0,56%, a US$ 2.774,00 por tonelada; o alumínio avançava 0,1%, a US$ 1.932,00 por tonelada; o estanho subia 0,22%, a US$ 20.060,00 por tonelada; o níquel ganhava 0,31%, a US$ 9.750,00 por tonelada; e o chumbo perdia 1,19%, a US$ 2.245,00 por tonelada.

Fonte: Dow Jones Newswires