Cobre opera em queda, pressionado por dólar mais forte e temor sobre oferta

Os contratos futuros de cobre operam em queda na manhã desta segunda-feira (3), pressionados pela alta do dólar ao redor do planeta e por sinais de aumento da produção no Chile e excesso de estoques em Londres. Além disso, há um certo movimento de reequilíbrio de carteiras, que provocam a venda do metal. Há pouco, o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,75%, para US$ 5.914,50 por tonelada.

O metal com entrega para setembro cedia 0,72%, cotado a US$ 2,6915 por libra-peso, na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex). O recuo do cobre ocorre em meio ao aumento da produção no Chile, onde a exploração do metal subiu 9,3% em maio. Esse dado aumenta as dúvidas sobre a quantidade de oferta da commodity e vem em linha com o aumento dos estoques na LME, reportados na manhã desta segunda-feira. Dois outros fatores contribuem para a baixa do cobre. O primeiro diz respeito à valorização do dólar, que torna o metal mais caro para investidores de fora dos Estados Unidos.

O segundo é o reequilíbrio de posições de investidores no começo do semestre. Entre os demais metais básicos cotados na LME, a tonelada do alumínio recuava 0,08%, para US$ 1.921,50; a do zinco subia 0,60%, para US$ 2.781,50; a do chumbo ganhava 0,87%, a US$ 2.313,50; a do estanho subia 0,03%, a US$ 19.950,00; e a do níquel tinha valorização de 0,05%, a US$ 9.380,00.

Fonte: Jornal do Comércio