Cobre opera em alta significativa com questões de oferta no Chile e Indonésia

Os futuros de cobre operam em alta significativa nesta manhã, após condições climáticas desfavoráveis atingirem minas no Chile e em meio à retomada de questões trabalhistas na Indonésia. Por volta das 7h35 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) avançava 1,12%, a US$ 5.688,00 por tonelada. Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho tinha valorização de 1,20%, a US$ 2,5820 por libra-peso, às 8h02 (de Brasília).

Precipitações de neve e fortes ventos no deserto do Atacama, no Chile, comprometeram a produção de cobre da BHP Billiton, Codelco e Antofagasta. Além disso, cresceram as tensões na Indonésia, na esteira de recentes greves, depois que a Freeport-McMoRan decidiu demitir 3 mil trabalhadores da mina de Grasberg, segundo John Meyer, analista da consultoria SP Angel. O número corresponde a cerca de 10% dos funcionários da mina. Já os últimos dados da balança comercial chinesa mostraram queda anual de 9,3% nas importações de cobre de maio, mas aumento de 8,5% em relação a abril.

Entre outros metais na LME, o viés era majoritariamente positivo: o alumínio subia 0,66% no horário indicado acima, a US$ 1.916,50 por tonelada, o chumbo avançava 1,26%, a US$ 2.088,00 por tonelada, o zinco exibia ganho de 1,68%, a US$ 2.484,00 por tonelada, e o níquel aumentava 0,51%, a US$ 8.860,00 por tonelada. Única exceção, o pouco negociado estanho caía 0,34%, a US$ 19.335,00 por tonelada.

Fonte: Dow Jones Newswires