Cobre recua com dólar valorizado e indicador chinês fraco

Os futuros de cobre revertem ganhos da sessão anterior nesta manhã, em meio ao avanço do dólar ante outras moedas principais e após dados fracos da atividade manufatureira da China, o maior consumidor mundial de metais básicos. Por volta das 7h55 (de Brasília), o cobre para entrega em três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,29%, a US$ 5.676,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre com vencimento em julho tinha baixa de 0,56%, a US$ 2,5655 por libra-peso, às 8h11 (de Brasília). Uma pesquisa conjunta da Caixin Media e da IHS Markit mostrou que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial chinês caiu de 50,3 em abril para 49,6 em maio. A leitura abaixo de 50 marcou a primeira contração da manufatura da China em 11 meses.

O resultado da Caixin contrastou com o PMI chinês oficial da indústria, que dá maior peso a estatais e ficou inalterado em 51,2 em maio, como foi divulgado anteontem. Segundo nota do Commerzbank, o PMI da Caixin foi o último numa série de indicadores que “aponta declínio na atividade da China”. Além disso, dados oficiais mostram que a produção do Chile atingiu 429 mil toneladas em abril, número bastante superior ao de um mês antes, quando trabalhadores da mina de Escondida – controlada pelo BHP Billiton – estavam em greve, lembrou o Commerzbank.

O índice DXY do dólar, por sua vez, mostra força nos negócios da manhã, tornando o cobre mais caro para investidores que utilizam outras divisas. Entre outros metais básicos na LME, as perdas eram generalizadas: o alumínio caía 0,28% no horário citado acima, a US$ 1.925,00 por tonelada, enquanto o alumínio diminuía 0,47%, a US$ 2.107,00 por tonelada, o estanho tinha baixa marginal de 0,02%, a US$ 20.365,00 por tonelada, o zinco recuava 1,21%, a US$ 2.569,00 por tonelada, e o níquel registrava queda de 1,40%, a US$ 8.825,00 por tonelada.

Fonte: Dow Jones Newswires