Planta de reciclagem e subprodutos gera bons ganhos financeiros e de sustentabilidade

Com um investimento de cerca de R$ 500 milhões, a Votorantim Metais inaugurou em 2011 a primeira planta de reciclagem e subprodutos do Brasil, em sua unidade metalúrgica em Juiz de Fora (MG). A iniciativa teve como objetivo reduzir o consumo de concentrado de zinco importado, que possui alto custo do produto e da logística. Por meio dessa tecnologia, a planta já substitui 20% da sua produção de zinco, representando cerca de 11% de sua matéria-prima, que é o concentrado importado do Peru, contribuindo para aumentar a competitividade da empresa no mercado. Essa economia também beneficia o meio ambiente, uma vez que a empresa deixa de extrair da natureza cerca de 500 mil toneladas de minério de zinco, além de extinguir um passivo ambiental do setor siderúrgico.

A planta, por meio da reciclagem de materiais que contém zinco, gera o óxido de zinco, utilizado como insumo do seu processo produtivo. Tem a capacidade de reciclar 200.000 t/ano de resíduos, como os da própria empresa, o pó de aciaria elétrica (PAE) – resíduo da siderurgia extremamente nocivo à natureza –, pilhas alcalinas e outros materiais.

Os PAEs e pilhas são processados no forno waelz e o óxido de zinco produzido segue o processo da planta existente via ustulação, lixiviação, eletrólise e fundição, até serem transformados em zinco metálico. Eles não viram concentrados de zinco, que é a matéria-prima da planta existente. Os óxidos de latões são processados diretamente na planta existente.

Tone Takayama Filho, gerente de Processos da Unidade Juiz de Fora da Votorantim Metais, conta que os materiais de reciclagem que não têm origem na própria empresa são o PAE, que tem origem em siderúrgicas nacionais de aços longos. “Atualmente tratamos os PAEs da região Sudeste. Cobramos pelo custo de tratamento como usualmente é feito por empresas que reciclam resíduos”, diz Takayama Filho. Já os óxidos de Latão são oriundos das indústrias metalúrgicas, principalmente de São Paulo. “Pagamos pelo zinco e cobre contidos nestes materiais. Esses materiais são reciclados no forno ustulador e não no forno waelz”, explica. E as pilhas alcalinas e comuns são enviadas de produtores e importadores desses produtos por meio da Associação Brasileira da Indústria de Elétrica e Eletrônica (Abinee). A Votorantim cobra pelo custo de tratamento.

Resultados obtidos

PAE – desde a partida do forno waelz, foram tratadas aproximadamente 300 mil toneladas, representando 48 mil toneladas de zinco contido que foram reciclados.

Óxido de Latão – tratados aproximadamente 12 mil toneladas, que representam 4,8 mil toneladas de zinco contido.

Pilhas – Tratadas desde setembro de 2016 cerca de 84 toneladas, o que representa 13 toneladas de zinco contido.

Fonte: Conexão Mineral