Cobre opera em alta, recuperando-se em parte após sequência negativa

O cobre opera em alta nesta sexta-feira, embora sem muita força, recuperando-se em parte das perdas desta semana. Um forte aumento nos estoques globais provocou na quarta-feira e na quinta-feira a maior queda em dois dias do metal desde julho de 2015. O cobre para entrega em julho avançava 0,16%, a US$ 2,5155 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), às 8h (de Brasília). O cobre para três meses subia 0,51%, a 1.234,75 a tonelada, em Londres, por volta das 7h40. Na semana, porém, o contrato do cobre em Londres tinha baixa de quase 3%.

Há expectativa nos mercados pela divulgação do relatório mensal de empregos (payroll) dos EUA, que sai às 9h30. Além disso, também existe certa cautela antes do segundo turno na eleição francesa, que ocorre no domingo entre o centrista Emmanuel Macron e Marine Le Pen, de extrema-direita.

Os preços dos metais básicos, particularmente o cobre, foram pressionados na quarta-feira e na quinta-feira, após uma leitura fraca do índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da China e diante do aumento nos estoques globais. Isso e o temor com a demanda da indústria chinesa levaram os preços do aço e dos metais básicos em geral para baixo.

Os estoques de metais monitorados pela London Metal Exchange (LME) continuaram a aumentar nesta sexta-feira, com mais 43 mil toneladas, patamar similar ao avanço visto nos dois dias anteriores. Com isso, esses estoques tiveram avanço de 40% nos últimos três dias, segundo John Meyer, da SP Angel.

Após dois dias de bastante fraqueza, porém, o preço tem resistido nesta sessão. Segundo William Adams, da FastMarkets, é possível que a onda de fraqueza tenha acabado, ao menos por ora. “Eu acho que os preços irão se consolidar, a menos que tentamos mais elevação nos estoques na próxima semana”, comentou.

Outros, porém, mostravam mais ceticismo. Alastair Munro, da Marex Spectron, disse que, com o petróleo e os metais ferrosos recebendo mais foco, pode “surpreender” o fato de que os metais básicos não sofreram mais pressão nas últimas horas. Munro disse que é difícil haver um rali nesse quadro.

Entre outros metais básicos, o alumínio subia 0,05%, a US$ 1.918 a tonelada, o chumbo caía 0,59%, a US$ 2.182 a tonelada, o estanho recuava 0,18%, a US$ 19.860 a tonelada, o zinco subia 0,62%, a US$ 2.577 a tonelada, e o níquel tinha baixa de 0,33%, a US$ 8.980 a tonelada.

Fonte: Dow Jones Newswires