Estudo sobre diamante vai contribuir para atrair novos investimentos em prospecção mineral

“A CPRM está contribuindo para diversificação da matriz mineral brasileira.” Essa declaração do secretário Vicente Lôbo, destaca a importância da instituição no fomento ao setor, foi dada nesta terça-feira (21/3), durante evento no Ministério de Minas e Energia, onde foram divulgados os resultados do projeto Diamante Brasil. O estudo reúne e integra em um banco de dados público, disponível no site da CPRM para consulta, informações sobre os principais aspectos da geologia do diamante no Brasil, incluindo fontes primárias e secundárias, além de perspectivas econômicas.

Lôbo elogiou o trabalho realizado pelos técnicos da empresa e afirmou que ele “serve como força motriz dentro do Programa de desenvolvimento que estamos elaborando na Secretaria para fortalecimento e revitalização do setor mineral brasileiro.” O secretário lembrou que a CPRM tem um papel fundamental dentro dessa política de desenvolvimento, que é da diversificação da matriz mineral brasileira. “Ela cumpre na íntegra o seu trabalho de valorar o conhecimento do subsolo brasileiro e ofertar esse conhecimento para alavancar novos investimentos em exploração mineral”, disse.

Pesquisadora  da CPRM Lys Matos Cunha durante apresentação  do estudo

Pesquisadora da CPRM Lys Matos Cunha durante apresentação do estudo

“Acredito que é um evento, onde a gente está consolidando o estado da arte em termos de investimento tanto privado quanto público. Isso faz parte de um programa para acelerar e disponibilizar um banco de dados em diversas áreas. Nossa proposta é colocar toda informação disponível pública e agregar conhecimento de valor para alavancar e atrair novos investidores”, afirmou Eduardo Ledsham diretor-presidente da CPRM, durante a abertura do evento. Ledsham também frisou a expertise dos profissionais envolvidos no projeto.

Luiz Mauricio Azevedo, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM), ressaltou que o projeto Diamante Brasil é um exemplo positivo de trabalho em parceira entre o governo e a iniciativa privada. “Esse projeto ressume tudo que a gente espera do governo, que é disponibilizar informação básica para que os investidores possam tomar decisões e orientar seus investimentos.” Azevedo avalia que a CPRM voltou de fato a fazer o seu papel de fomentadora do setor. “Acho fundamental a CPRM fazer esse papel que ajuda a entender na verdade o que é o risco, mas também quais são as vantagens. E só o governo pode dar essa credibilidade”, destaca.

Representantes do setor mineral no evento deram contribuições para  próximas etapas do projeto

Representantes do setor mineral no evento deram contribuições para próximas etapas do projeto

Juliano Magalhães Macedo, representante da GAR Mineração avaliou que a divulgação dos dados do projeto de maneira organizada, clara, objetiva é um exemplo a ser seguido para outros seguimentos. “Esse é o caminho. Que tenhamos mais eventos como este para outras substâncias minerais!”

Iniciado em 2010, o projeto mapeou 20 campos diamantíferos, 804 ocorrências, 142 garimpos, 42 campos e 1.344 corpos kimberlíticos. O levantamento contribui para impulsionar novos investimentos em pesquisas de prospecção mineral. O Diamante Brasil traz informações importantes e atualizadas com áreas potenciais para prospecção e exploração de diamantes, além de reunir em um banco de dados informações geológicas, geofísicas, geoquímicas, petrográficas e econômicas dessas áreas pesquisadas.

Confira apresentação: http://bit.ly/SlidesDiamanteBrasil

Fonte: Assessoria de Comunicação - Serviço Geológico do Brasil – CPRM [email protected] - (61) 2108-8400