Minúsculos robôs cobertos de níquel podem salvar a vida humana

   Já imaginou minúsculos robôs do tamanho de uma célula humana administrando drogas através da corrente sanguínea de seres humanos? Parece filme de ficção científica, mas não é. É o que mostrou uma equipe de pesquisadores que trabalham em cooperação com o Instituto de Ciência e Tecnologia Daegu Gyeongbuk, na Coreia do Sul, e o ETH em Zurique, na Suíça.

O prof. Li Zhang do Departamento de Engenharia Mecânica e Automação da Universidade Chinesa de Hong Kong e sua equipe comprovaram em testes laboratoriais que robôs, se reduzidos ao tamanho de uma célula humana – 0,1mm de comprimento por 0,04mm de largura –podem ser guiados sem fio com um campo eletromagnético dentro do corpo humano. Para permitir o controle sem fio, as peças dos robôs são cobertas com uma fina camada de níquel, que é ferromagnética. Testes laboratoriais adicionais, onde células renais humanas foram cultivadas com robôs, mostraram que as células cresceram e até mesmo interagiram com eles – um sinal de que esses objetos são compatíveis com as células.

robos

A administração precisa das drogas para partes específicas do corpo humano oferece alternativas a tratamentos invasivos, especialmente para doenças cerebrais e oculares, como derrames e degeneração da retina. “Se pudermos injetar milhares desses robôs levando drogas dentro do corpo humano, na coluna vertebral, e direcioná-los até a área afetada do cérebro, poderemos curar derrames sem uma operação”, conta o prof. Li Zhang.

Ainda há desafios à frente. Dispositivos de ressonância nuclear e magnética são normalmente usados para rastreá-los, mas a resolução desses dispositivos não é alta o suficiente para rastrear o novo modelo. A universidade está fazendo teste em coelhos e camundongos. Zhang afirma que pode levar décadas até a tecnologia estar pronta para ser testada em humanos. Conseguir guiá-lo até o local exato, sabendo exatamente onde ele está a qualquer momento, é essencial. E a cobertura de níquel permite que isso aconteça.

Fonte: Vale