Cobre opera em baixa com dólar forte e expectativa para o Fed

Os futuros de cobre operam em baixa nesta manhã, à medida que a valorização do dólar e a expectativa de uma nova alta de juros nos EUA mantêm o metal pressionado. Por volta das 8h35 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,19%, a US$ 5.790,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio recuava 0,36%, a US$ 2,6160 por libra-peso, às 9h11 (de Brasília). O índice DXY do dólar se fortalece nos negócios da manhã, tornando o cobre menos atraente para investidores que utilizam outras moedas.

Há também uma aposta majoritária de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) voltará a elevar juros na quarta-feira. O BC americano poderá também dar sinais do ritmo com que pretende apertar sua política monetária este ano. Nos últimos meses, o Fed tem indicado que planeja aumentar juros em três ocasiões ao longo de 2017. O dólar forte e a espera pelo Fed se sobrepõem a fatores positivos, como sinais de melhora na economia da China e cortes na oferta de cobre do Chile, Indonésia e Peru.

Os últimos dados chineses de produção industrial e investimentos em ativos fixos superaram as expectativas. Além disso, há greves em andamento em minas de cobre do Chile e do Peru, enquanto na Indonésia, a Freeport-McMoRan está envolvida em um impasse com o governo para a liberação de uma licença de exportação para a mina de Grasberg.

Entre outros metais na LME, o viés era majoritariamente negativo: o alumínio para três meses recuava 0,64%, a US$ 1.868,00 por tonelada, o chumbo tinha expressiva queda de 2,13%, a US$ 2.226,00 por tonelada, o zinco diminuía 0,89%, a US$ 2.729,00 por tonelada, e o níquel caía 0,73%, a US$ 10.140,00 por tonelada. Exceção, o pouco negociado estanho subia 0,98%, a US$ 19.600,00 por tonelada.

Fonte: Dow Jones Newswire