Cobre sobe com retração do dólar e foco em interrupções da oferta

Os preços do cobre subiram para próximo dos maiores patamares em uma semana nesta segunda-feira, beneficiados pela desvalorização do dólar e com foco renovado em interrupções na oferta no Chile e na Indonésia. Na London Metal Exchange (LME), o contrato para três meses subia 0,97%, a US$ 5.789,50 a tonelada, perto das 8h55 (de Brasília). Na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para maio subia 1,43%, a US$ 2,6325 a libra-peso às 9h10.

Neste fim de semana, o sindicato de trabalhadores de Escondida, a maior mina de cobre do mundo, rejeitaram a oferta da BHP Billiton para reiniciar as negociações, o que deve alongar ainda mais greve que já dura um mês. A recusa acontece porque os mineiros querem esperar a entrada em vigor de novas regulações trabalhistas no país, o que acontece em abril. “É um tanto óbvio que Escondida ficará parada por um tempo”, afirma David Wilson, do CitiBank.

Na sexta-feira, trabalhadores também entraram em greve na mina de Cerro Verde, no Peru, que é controlada pela Freeport-McMoRan. A mesma empresa também sofre com um problema envolvendo uma licença de exportação na Indonésia. Separadamente, o recuo do dólar ante a maior parte das moedas, na expectativa pela reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), na quarta-feira, também beneficia os metais como um todo.

Os demais metais também sobem na LME. O alumínio subiu 0,29%, a US$ 1.886,50 a tonelada; o chumbo avançou 0,69%, a US$ 2.276,50 a tonelada; o zinco teve alta de 1,40%, a US$ 2.747,50 a tonelada; o níquel apresentou ganho de 1,61%, a US$ 10.080 a tonelada; e o estanho subiu 0,75%, a US$ 19.360 a tonelada.

Fonte: Dow Jones Newswires