Cobre opera em alta, após dados positivos da indústria da China

Os contratos futuros de cobre operam em alta nesta terça-feira (1º), após sinais positivos da indústria da China. A atividade industrial do país atingiu seu nível mais alto em dois anos, o que envia um sinal positivo para a demanda no mundo pelo metal usado no setor industrial. Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses subia 0,4%, a US$ 4.884 a tonelada, por volta das 7h30min (de Brasília). Às 8h12min, o cobre para dezembro avançava 0,11%, a US$ 2,2075 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

“Dados chineses fortes mantêm uma demanda forte pelos metais básicos”, escreveram analistas da Marex Spectron. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) oficial da China subiu de 50,4 em setembro para 51,2 em outubro, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas. A leitura, a terceira expansão mensal seguida, superou a previsão de 50,3 dos analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

Questionado em uma pesquisa informal sobre o que os mercados de metais básicos devem debater em 2017, 41% dos consultados em um evento em Londres pela Macquarie apontaram para o crescente protecionismo global. O analista Matthew Turner, da Macquarie, disse que o protecionismo está em alta e “isso apenas irá piorar”. Medidas como as recentes tarifas da União Europeia contra o aço chinês “podem ser um obstáculo para o crescimento”, afirmou Turner. O cobre recebia algum apoio do petróleo, embora este mostrasse bastante volatilidade. O petróleo influencia o metal porque ambos são muitas vezes negociados por fundos na mesma cesta, com um peso maior para o petróleo.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,1%, a US$ 1.739,50 a tonelada, o chumbo avançava 0,2%, a US$ 2.063,50 a tonelada, o níquel ganhava 0,6%, a US$ 10.460 a tonelada, e o estanho tinha alta de 0,4%, a US$ 20.775 a tonelada. O zinco, por outro lado, recuava 0,2%, a US$ 2.454 a tonelada.

Fonte: JC