Conheça o país que aumentou em 100 vezes o tamanho de sua riqueza, por Marcio Alaor

Em meio a um cenário de extrema pobreza, reportado pelos mais variados tipos de noticiários por todo o mundo, o continente africano apresenta um verdadeiro oásis em termos de desenvolvimento econômico. Trata-se de Botsuana, um país que possui dimensões territoriais semelhantes às da França. Sua independência ocorreu em 1966 e desde então muita coisa mudou. Baseando-se na paisagem árida e na economia norteada pela agricultura de subsistência, o jornalista Charles King fez projeções pouco otimistas acerca do futuro do novo país, alegando poucas expectativas de estabilização da economia, reporta o vice-presidente do Banco BMG, Marcio Alaor.

O PNUD, órgão das nações unidas (ONU) responsável por avaliar o crescimento dos países, sobretudo no que se refere aos aspectos sociais, extrai, anualmente, dados que comprovam o surpreendente sucesso desta nação, destoando de vários outros que fazem fronteira com ele. Marcio Alaor destaca que, de acordo com Greg Mills, representante da Brenthurst, fundação sul-africana que estuda a economia local, há uma série de fatores que fizeram de Botsuana um exemplo a ser seguido por diversas nações ao redor do globo. Dentre as causas de tamanha prosperidade, Mills citou a prudência dos governantes, a forma acertada de se conduzir a economia e um modo de se pensar a longo prazo.

A rica fauna, com muitos animais selvagens e raros, fomentam o turismo e as enormes jazidas de diamantes, colaboram para o desenvolvimento da mineração, mas há consenso entre os especialistas de que estes não são os únicos motivos que fizeram do país uma local de destaque. Marcio Alaor, executivo do banco BMG, com ampla experiência no mercado financeiro, informa que Botsuana representa um local com enorme potencial de crescimento econômico, pois soube implantar políticas que contemplassem o que de melhor havia em sua extensão territorial, de maneira responsável, gerando bons frutos em vários aspectos da economia.

Os governantes Ketumile Masire e Seretse Khama, responsáveis pelas duas primeiras gestões, pautaram suas políticas na boa aplicação de recursos em educação e saúde, aponta Marcio Alaor. Os recursos oriundos da mineração foram fielmente destinados a estas áreas, o que pode ser comprovado ao se analisar a acentuada redução da pobreza que ocorreu a cada ano desde sua emancipação. A alfabetização também aparece como fator de destaque, já que cresce aceleradamente, aumentando o nível de escolaridade da população e proporcionando melhora da qualidade de vida dos habitantes, permitindo uma melhor percepção da realidade, que só pode ser alcançada quando se sabe ler e escrever, aponta o empresário.

Alguns especialistas, no entanto, têm mostrado certa preocupação com o futuro do país. A infecção pelo HIV é um mal que atinge cerca de 25% da população. O mercado de trabalho pouco diversificado também pode, de acordo com alguns analistas, representar um problema social para um futuro breve. Mesmo com os esforços voltados para melhorias em vários segmentos, como o da saúde, por exemplo, ainda há uma média de baixa expectativa de vida.

O executivo Marcio Alaor, apesar da apresentação de algumas perspectivas desfavoráveis, revela que Botsuana é um país que luta com muita garra por seus ideais. Website: https://marcioalaorbmg.com/

Fonte: Exame