Itafós lança pedra fundamental de projeto em TO

brazil-map

Em cerimônia que contou com a presença do governador do Estado, Carlos Henrique Gaguim, do Secretário-adjunto de Geologia, Mineração, e Transformação Mineral do MME, Carlos Nogueira, do Diretor Geral do DNPM, Miguel Cedraz Nery, e outras autoridades, a Itafós Fertilizantes lançou ontem, 24 de novembro, na Fazenda Coité, município de Arraias (TO), a pedra fundamental do primeiro pólo minero-químico do Estado.

O projeto produzirá até 500 mil t/ano de superfosfato simples a partir de jazidas de rocha fosfática existentes na região. A instalação do pólo minero-químico representa, inicialmente, um investimento de R$ 300 milhões, montante que poderá crescer para R$ 500 milhões até 2015. O insumo produzido será utilizado por misturadoras de adubos fosfatados que também serão instaladas na região.

Para a produção do superfosfato simples, a empresa vai instalar no pólo uma planta de ácido sulfúrico, matéria-prima para várias misturadoras, e uma mina e planta de beneficiamento para produção de concentrado de rocha fosfática a partir de jazidas controladas pela Itafós em Arraias.

“Fala-se muito do Cerrado Brasileiro como um dos grandes celeiros agrícolas do mundo, mas, para que ele alcance todo o seu potencial produtivo, são necessárias grandes quantidades de fertilizantes”, notou o presidente da empresa, Antenor F. Silva Jr., executivo com 44 anos de experiência nos setores de mineração e fertilizantes. “O Brasil importa hoje 70% das matérias primas dos adubos que consome, especialmente do Canadá, Estados Unidos e Marrocos, e as instalações de Fazenda Coité ajudarão a diminuir esta dependência”.

Silva também lembrou a posição estratégica do pólo minero-químico com relação à nova fronteira agrícola brasileira, que inclui, além de Tocantins, o Sul dos Estados de Piauí e Maranhão e o Oeste da Bahia. Fora do Tocantins, a empresa pretende ainda explorar potássio, outro importante componente dos fertilizantes, a partir da Amazônia, onde comprou o controle de uma empresa australiana que pesquisava na região.

A Itafós desenvolve ainda um importante projeto de pesquisa de potássio que ocorre associado ao Pré Sal. O potássio usado hoje na agricultura brasileira é 91% advindo de importações.