Regras sobre potássio serão discutidas depois de viagem de Lula

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A criação do marco regulatório para o setor de potássio será debatida entre os ministérios da Casa Civil, Agricultura e de Minas e Energia assim que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornar de viagem internacional.

A informação é do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que participou hoje de reunião com o presidente, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e o presidente da Petrobras Biocombustíveis, Miguel Rossetto. Ainda que o governo esteja interessado em regular todo o setor, Stephanes vem enfatizando há alguns meses que a questão do potássio é mais urgente.

Primeiro, porque o País depende de importações que representam 91% do uso doméstico. Depois porque, segundo o ministro, a exploração do minério está nas mãos de apenas quatro países, enquanto a comercialização está restrita a duas empresas. Isso, de acordo com ele, é a evidência de um oligopólio, do qual o Brasil precisa se livrar.

Principalmente, considerou Stephanes, porque há sinais de que a terceira maior jazida de potássio do mundo está localizada no Brasil – mais especificamente na região amazônica. “É preciso fazer estudos mais detalhados no local”, disse. A previsão do ministro é de que, com a instalação do marco regulatório para o potássio, o País poderá se tornar autossuficiente em até 10 anos.

Hoje, salientou o ministro, o produtor está sujeito à variação do dólar e ao comportamento do preço do potássio, que é utilizado em larga escala na agricultura.