Vale acerta reajuste no Brasil, mas dificuldade persiste no Canadá

A Vale fechou negociações trabalhistas com a maioria dos seus 46 mil empregados no Brasil. Na média, 92% dos trabalhadores aprovaram a proposta da Companhia, que negociou com 15 sindicatos espalhados por oito estados e filiados a três centrais sindicais: CUT, Força Sindical e ComLutas.
A Vale propôs reajuste salarial de 7% para 2009/10 e abono de R$ 1.200 para todos
os trabalhadores com vigência a partir de novembro deste ano e a partir de novembro de 2010. Em compensação, os líderes da greve de funcionários da Vale Inco, no Canadá, Rick Bertrand e Darren Cove, vieram ao Brasil divulgar junto a sindicalistas e políticos o movimento que há quatro meses paralisa as minas de níquel e cobre de Sudbury e Voicey’s Bay.
Os dois sindicalistas não acreditam em um acordo em curto prazo com a Vale Inco, se não houver nova proposta. Os 3.450 mineiros das duas localidades estão parados desde julho, por três motivos – A Vale quer aumentar o fundo de pensão dos trabalhadores, passando de benefício definido para contribuição definida; a Companhia quer ampliar de 2,25 para 5 dólares canadenses por libra o gatilho de preços do níquel e, por último, aumentar a terceirização dos trabalhadores nas minas canadenses.
