Ouro renova recorde e cobre máxima do ano com queda do dólar

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O ouro segue sua firme trajetória de alta e, assim como nos últimos dias, renovou recorde nesta manhã, operando a US$ 1.147,10 a onça troy no mercado à vista e a US$ 1.148,40 no mercado futuro da Comex.

O sólido movimento de compra do ouro não é isolado, espalha-se para outros vários metais e está amplamente escorado na fraqueza do dólar, que move investidores para ativos além da moeda norte-americana. O cobre estabeleceu nova máxima para 2009 operando acima de US$ 6.900,00 a tonelada na London Metal Exchange (LME), a prata atingiu sua maior cotação em 16 meses a US$ 18,66 a onça-troy e a platina operou na máxima em 14 meses de US$ 1.462,00 a onça-troy.

Às 8h56 (de Brasília), o ouro spot avançava 0,72% para US$ 1.145,97 a onça-troy e o ouro para dezembro operava em alta de 0,60% para US$ 1.146,10 a onça-troy; o cobre para dezembro avançava 1,66% para US$ 3,1605 por libra peso.

Às 8h14 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na LME operava em alta de US$ 158 a US$ 6.983,00 a tonelada; o alumínio operava em alta de US$ 0,46 a US$ 2.090,00 a tonelada; o zinco subia US$ 40,25 para US$ 2.302,75 a tonelada; o níquel subia US$ 535 para US$ 17.435,00 a tonelada; o chumbo avançava US$ 48,75 para US$ 2.433,25 a tonelada e o estanho operava com ganho de US$ 272 para US$ 15.175,00 a tonelada.

“O enfraquecimento do dólar e a alta das bolsas devem continuar orientando os metais em alta”, disse o analista do VTB Capital, Andrey Kryuchenkov. Muito da apreciação do ouro é consequência de uma combinação do impulso provocado pela renovação diária de recordes do metal, pela fraqueza do dólar e também compras antes do vencimento de opções na semana que vem.

Os contratos de opções do ouro negociados na divisão Comex da Nymex irão vencer em 23 de novembro e há um pesado montante de opções de compra, ou apostas por compradores de que os preços irão subir a um preço específico, a US$ 1.200,00 a onça-troy.

“Até o vencimento do contrato de dezembro haverá pressão de alta nos preços”, afirmou Tom Kendall, analista de metais preciosos do Mitsubishi. “Não há motivo real para o ouro operar entre US$ 50,00 a US$ 60,00 acima do nível de duas semanas atrás, nada mudou com relevância no mundo”.

Traders disseram que o ouro está prestes a passar por uma correção e consolidação, a qual deve ocorrer após o vencimento das opções, mas a demanda geral por investimentos no metal por enquanto é mais forte.