Metais sobem puxados por índices de ações e desvalorização do dólar

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A desvalorização do dólar ante o euro e os ganhos nos índices de ações da Europa fazem com que as cotações dos metais estendam os ganhos da semana na London Metal Exchange (LME), nesta quinta-feira. Corretores comentaram que esse mercado continuará atado aos movimentos do câmbio e das bolsas.

Às 8h32 (de Brasília), o contrato de cobre para três meses tinha alta de US$ 195 na LME, a US$ 6.290 por tonelada; os de chumbo subiam US$ 83, a US$ 2.238 por tonelada; os de zinco ganhavam US$ 71, a US$ 2.007 por tonelada; os de alumínio avançavam US$ 56,75, a US$ 1.898,75 por tonelada; os de níquel ganhavam US$ 670, a US$ 19.320 por tonelada e os de estanho subiam US$ 225, a US$ 14.900 por tonelada. No pregão eletrônico da Comex, os futuros de cobre para dezembro tinham alta de US$ 0,0815 (2,93%) a US$ 2,8610 por libra-peso, às 9h10.

“Essa reação (dos metais) é creditada principalmente ao dólar e às ações”, afirmou Martin Squires, trader de metais do JP Morgan, em Londres. “O mercado está muito mais focado no desempenho da economia global e na recuperação da demanda que os indicadores estão mostrando.” A movimentação dos estoques na LME, hoje, também é positiva para o mercado. As reservas de zinco recuaram 700 toneladas para o menor volume em sete semanas, ou 434.625 toneladas.

Os estoques de cobre recuaram 300 toneladas, para 346.850 t e os de alumínio baixaram 3.325 t, para o menor volume em oito semanas, de 4.576.150 t. Entre outras notícias, a BHP Billiton informou hoje estar investigando uma falha mecânica que fechou o principal corredor de transporte usado para extrair cobre, ouro e urânio de sua mina subterrânea Olympic Dam, na Austrália.

A produção não será interrompida enquanto a companhia avalia o impacto do incidente na produção futura. Analistas especulam, porém, que os danos à produção da mina podem
ser significativos. O banco Macquarie disse que a produção de cobre refinado no local pode ser reduzida em 50 mil toneladas para 55 mil t nos próximos seis meses.

A extração de urânio pode recuar 1.140 toneladas. Além desse problema, a BHP enfrenta uma ameaça de greve em na mina de cobre Spence, no Chile, onde as negociações com os trabalhadores foram estendidas por mais três dias. Os funcionários podem interromper suas atividades na próxima terça-feira se não houver um acordo, segundo líderes sindicais locais.

A Spence produziu 160 mil toneladas de catodos de cobre em 2008. A Vedanta Resources, mineradora listada na Bolsa de Londres, informou hoje que sua produção de zinco refinado do segundo trimestre aumentou 15,6%, para 141 mil toneladas. A companhia é uma das maiores produtoras mundiais do metal.