Demanda por alumínio cresce 36% em cinco anos e supera aço, diz BHP

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O crescimento da demanda por alumínio tem se beneficiado desproporcionalmente do crescimento do produto interno bruto (PIB) global, afirmou Jon Dudas, presidente da BHP Billiton Aluminium, uma divisão da mineradora listada na Bolsa de Londres. O alumínio teve o mais forte crescimento da demanda em termos porcentuais nos cinco anos até 2008, de 36%, de acordo com uma apresentação do executivo publicada no website da companhia. Pouco mais de dois terços desse volume saiu da China.

“O alumínio teve uma das melhores taxas de crescimento da demanda durante o recente boom das commodities”, disse Dudas. O número supera o referente ao aço, que teve crescimento de cerca de 33% na demanda durante o período, do qual aproximadamente metade saiu da China. O executivo afirmou que a China continua dependendo de bauxita e alumina para atender às necessidades da indústria doméstica de metais.

Dudas afirmou também que as reservas de energia domésticas da China, junto com as de outras
economias em desenvolvimento, vão precisar ser administradas nos próximos anos, afirmou. O Catar tem as maiores reservas de energia per capita, seguido pela Austrália e Noruega. No entanto, Brasil, China e Índia estão entre os países com as menores reservas de energia, segundo a apresentação de Dudas. A China tem maior dependência do carvão.