Metais sobem em Londres sustentados pela desvalorização do dólar

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O mercado de metais básicos registra movimento positivo na London Metal Exchange (LME), sustentados por novas compras e coberturas de posições vendidas, operações estimuladas pela desvalorização do dólar.

Por volta das 7h35 (de Brasília), os contratos de cobre para três meses tinham alta de US$ 37, a US$ 6.347 por tonelada; os de chumbo subiam US$ 41,75, a US$ 2.101,75 por tonelada; os de alumínio ganhavam US$ 20, a US$ 1.920 por tonelada; os de zinco avançavam US$ 26, a US$ 1.875 por tonelada; os de níquel subiam US$ 245, a US$ 19.600 por tonelada e os de estanho tinham alta de US$ 110, a US$ 14.100 por tonelada.

No pregão eletrônico da Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange, os contratos de cobre para setembro tinham alta de US$ 0,0235 (0,82%), a US$ 2,8795 por libra-peso, às 8h02 de Brasília.

Os índices de ações da Europa operam em baixa, mas os ganhos nos mercados da China mais cedo ajudam a manter os futuros de metais básicos em alta. Os traders aguardam mais dados sobre a economia dos Estados Unidos, que podem dar mais sustentação à commodities.

Hoje saem os números sobre as encomendas de bens duráveis e vendas de residências novas, ambos em julho, e amanhã, a primeira revisão do PIB do segundo trimestre. Entre os básicos, as cotações do alumínio sobem apesar de a chinesa Chalco ter reativado capacidade para produção de 310 mil t do metal.

Até o final do ano, a companhia disse que espera trabalhar com 90% de sua capacidade total. Um corretor londrino comentou que a alta do alumínio, apesar dessa notícia, denota o papel dos fundos na elevação dos preços. “Não se pode ignorar o fato de que esse rali tem base técnica, e se o cobre sobe, o alumínio o segue”, disse.