Metais sobem em mercado vulnerável, com volume reduzido de negócios

Os metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) registravam, em sua maioria, alta nesta quinta-feira, tendo recebido suporte de perdas do dólar observadas em momentos anteriores da sessão. Apesar da alta dos metais nesta manhã, o pouco volume de negócios indica que os participantes estão incertos sobre quais serão os próximos movimentos das cotações.

Segundo analistas, o mercado continua vulnerável a uma correção para baixo após o rali recente. Às 7h31 (de Brasília), o cobre para três meses era negociado a US$ 4.938,00 por tonelada na LME, sendo o único metal em queda, com leve perda de 0,3% ante o fechamento de ontem. O alumínio avançava 0,9%, a US$ 1.636,00 por tonelada, e o chumbo tinha valorização de 0,1%, a US$ 1.662,00 por tonelada.

O zinco subia 1%, a US$ 1.567,00 por tonelada, e o estanho ganhava 0,8% a US$ 15.171,00 por tonelada. O níquel subia 0,2%, a US$ 14.850,00 por tonelada. Na Comex eletrônica (divisão de metais da Nymex – New York Mercantile Exchange), às 8h36 (de Brasília), o contrato do cobre para julho recuava 1%, para US$ 2,2370 por libra-peso.

“É difícil saber realmente o que acontecerá no mercado de metais porque não há nenhum impulso significativo vindo de lugar nenhum”, afirmou o analista Leon Westgate, do Standard Bank, acrescentando que os fundamentos de alguns metais, incluindo cobre, estão divergentes.

Apesar das incertezas no mercado, ele espera que os preços do cobre fiquem pressionados no curto prazo porque fábricas na China fecham no verão e os estoques do metal na Shanghai Futures Exchange estão em níveis confortáveis o suficiente para que o país modere suas compras. Já no longo prazo, ele prevê uma tendência altista para o cobre devido a investimentos do governo chinês em projetos de infraestrutura. Westgate estima o preço médio do cobre na LME em 2009 em US$ 4.215,00 por tonelada, e em 2010 em mais de US$ 5.775,00 por tonelada.