Metais básicos caem com perdas do petróleo e ganhos do dólar

Os metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) registravam, em sua maioria, queda nesta quarta-feira pressionados por perdas do petróleo e avanço do dólar em meio a negócios técnicos, segundo analistas. “Nos gráficos, os metais estão em geral acima de mínimas recentes e parecem estar se consolidando.

Indicadores técnicos estão em geral sinalizando queda, então resta saber se os preços irão continuar em correção ou se retomarão a alta”, disse o analista William Adams, do site Base Metals. Às 7h20 (de Brasília), o cobre para três meses operava estável em relação ao fechamento de ontem a US$ 4.980,00 por tonelada na LME. O alumínio recuava 1,2%, a US$ 1.589,00 por tonelada.

O zinco tinha desvalorização de 1,1%, a US$ 1.552,00 por tonelada, e o níquel caía 1,2%, a US$ 14.851,00 por tonelada. O chumbo perdia 0,7%, a US$ 1.639,00 por tonelada, e o estanho caía 1,2%, a US$ 15.190,00 por tonelada. Na Comex eletrônica (divisão de metais da Nymex – New York Mercantile Exchange), às 8h37 (de Brasília), o contrato do cobre para julho recuava 0,78%, para US$ 2,2380 por libra-peso.

Segundo um trader de Londres, os metais devem subir no longo prazo. “A confiança parece estar voltando e a situação mudando. Se pacotes de estímulo fiscal tiverem continuidade, a demanda aumentará”, disse ele. “No geral, os mercados se distanciaram de máximas recentes, mas é muito cedo pra saber se os ralis registradas de março a junho acabaram ou se o mercado está apenas passando por uma pausa”, afirmou Adams.

Segundo o trader de Londres, os fundamentos do cobre e do estanho estão mais favoráveis do que os de zinco e alumínio, em parte porque a demanda por zinco e alumínio está mais relacionada ao consumo no varejo, enquanto a demanda por cobre está mais relacionada ao consumo industrial e a gastos de infraestrutura.