Metais caem e podem ter consolidação; cobre recua 0,78% na Comex

Os metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) registravam, em sua maioria, queda nesta quarta-feira, e traders acreditam que os preços podem se consolidar após os ganhos de segunda-feira. Perdas nos mercados de ações e do petróleo pressionavam os metais. De acordo com os traders, o desempenho dos metais dependerá da continuidade de compras de fundos, que foram o principal motivo do rali do mês passado.

Investidores ficarão atentos a dados dos Estados Unidos sobre encomendas à indústria, que serão divulgados hoje, às 11h (de Brasília) e aos movimentos do dólar, que operava em leve alta frente ao euro. Às 6h03 (de Brasília), o cobre para três meses era negociado a US$ 5.030,00 por tonelada na LME, queda de US$ 15,00 ante o fechamento de ontem. O zinco recuava US$ 7,00 a US$ 1.568,00 por tonelada, e o níquel tinha desvalorização de US$ 150,00 a US$ 14.450,00 por tonelada.

O chumbo caía US$ 8,00 a US$ 1.650,00 por tonelada. Já o alumínio ganhava US$ 13,50 a US$ 1.485,00 por tonelada, e o estanho subia US$ 25,00 por tonelada a US$ 14.500,00 por tonelada. Na Comex eletrônica (divisão de metais da Nymex – New York Mercantile Exchange), às 8h13 (de Brasília), o contrato do cobre para julho recuava 0,78% para US$ 2,2795 por libra peso. “Nossa perspectiva de alta para o cobre continua. No entanto, se o cobre operar abaixo de US$ 4.771,00 por tonelada, isso poderia ser um alerta de que o rali recente pode ser interrompido”, afirmou o Barclays Capital. “No geral, a maioria dos metais provavelmente consolidará ganhos recentes, mas alguns podem passar por uma correção, com fundamentos não justificando os ganhos”, disse um trader.