Metais sobem com mercados de ações e cobre tem máxima de 3 semanas

Os metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) registravam alta nesta sexta-feira com suporte de ganhos nos mercados de ações e recuo do dólar, que impulsionaram o cobre para o maior patamar em três semanas a US$ 4.801,00 por tonelada em momentos anteriores da sessão.

O forte desempenho da produção industrial do Japão, que em abril teve aumento mensal de 5,2%, superando as expectativas, melhorou o sentimento do mercado. Altistas ficarão atentos a dados sobre a economia norte-americana que serão divulgados hoje, como a primeira revisão do PIB do primeiro trimestre, índice de atividade industrial regional dos gerentes de compras de Chicago (referente a maio), e índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan (final de maio). Os dados sairão, respectivamente, às 9h30, 10h45 e 10h55 (de Brasília).

Às 6h55 (de Brasília), o cobre para três meses era negociado a US$ 4.779,50 por tonelada na LME, alta de US$ 29,50 ante o fechamento de ontem. O zinco avançava US$ 40,00, a US$ 1.515,00 por tonelada. O chumbo tinha valorização de US$ 35,00, a US$ 1.513,00 por tonelada, e o níquel subia US$ 296,00, a US$ 13.746,00 por tonelada. O estanho ganhava US$ 410, a US$ 14.010,00 por tonelada, e o alumínio avançava US$ 2,12 por tonelada, a US$ 1.416,12 por tonelada.

Na Comex eletrônica (divisão de metais da Nymex – New York Mercantile Exchange), às 8h04 (de Brasília), o contrato do cobre para julho subia 2,83%, para US$ 2,1975 por libra-peso. Os estoques de cobre tiveram redução de 4.850 na LME nesta sexta-feira, para 312.275 toneladas. Contudo, a diminuição dos estoques deve desacelerar, porque os cancelamentos de garantias (que indicam que metais comprados sairão em breve dos estoques) continuam em queda. Isso reflete uma demanda chinesa menor por importação.

Segundo analistas, a demanda em queda resulta de importações expressivas nos últimos meses, que foram mais do que suficientes para satisfazer as necessidades do país no curto prazo. Com a China diminuindo a participação no mercado, outros investidores podem passar a atuar de forma mais intensa. “As pessoas se esquecem de que, embora a China tenha diminuído a participação, investidores ao redor do mundo estão começando a participar mais”, afirmou o analista David Thurtell, do Citigroup.