Metais caem pressionados por temores de que GM peça concordata

Os metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) registravam, em sua maioria, queda nesta quinta-feira pressionados por perdas nos mercados de ações em meio a diminuição das esperanças de que a economia global esteja se recuperando.

Os mercados estão cautelosos devido às probabilidades cada vez maiores de que a montadora norte-americana General Motors peça concordata. Dados favoráveis divulgados na Europa e o dólar mais fraco não foram suficientes para animar os mercados. O índice de sentimento econômico na zona do euro subiu pelo segundo mês consecutivo em maio, para 69,3, de 67,2 em abril.

Os metais devem acompanhar os movimentos de moedas e de mercados de ações até que os mercados chineses, fechados por feriado hoje e amanhã, reabram na Segunda-feira. Às 7h34 (de Brasília), o cobre para três meses era negociado a US$ 4.620,00 por tonelada na LME, queda de US$ 45,00 ante o fechamento de ontem. O zinco recuava US$ 6,00, a US$ 1.454,00 por tonelada.

O níquel tinha desvalorização de US$ 40,00, a US$ 13.350,00 por tonelada, e o estanho caía US$ 100,00, a US$ 13.500,00 por tonelada. Já o chumbo ganhava US$ 4,75, a US$ 1.444,75 por tonelada, e o alumínio subia US$ 8,00 por tonelada, a US$ 1.412,00 por tonelada. Na Comex eletrônica (divisão de metais da Nymex – New York Mercantile Exchange), às 8h50 (de Brasília), o contrato do cobre para julho recuava 0,05%, para US$ 2,1200 por libra-peso.

Segundo o analista David Wilson, da Société Générale, a alta do alumínio deve-se ao fato de o metal estar sobrevendido. Contudo, no curto prazo a perspectiva para o metal ainda é baixista. “Não estou muito otimista quanto ao alumínio devido ao aumento nos estoques”, disse ele. Os estoques do metal na LME tiveram acréscimo de 16.550 toneladas nesta quinta-feira para 4,2 milhões de toneladas.

Já os estoques de cobre continuam diminuindo, perdendo 2.150 toneladas nesta quinta-feira para o nível mais baixo desde meados de dezembro. Segundo um trader de Londres, a queda nos estoques deve-se principalmente a importações agendadas previamente pela China. Mais importações nos próximos meses, no entanto, são improváveis porque o mercado está com boa oferta, o que é sinalizado pela diminuição da arbitragem entre os preços do cobre na LME e na China.

“A arbitragem praticamente desapareceu”, disse o trader. A queda do níquel distanciava o metal da máxima de cinco meses atingida na quarta-feira. Segundo Wilson, os preços do metal haviam se recuperado mais rápido do que a demanda por parte de consumidores finais, mas nos próximos meses devem acompanhar de forma mais justificada os fundamentos. “Acredito que as cotações do níquel irão recuar no verão (no hemisfério norte)”, afirmou. O verão é um período tradicionalmente mais tranquilo para os metais.