Metais sobem com avanço nos mercados de ações e recuo do dólar

Os metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) registravam alta nesta terça-feira impulsionados por ganhos nos mercados de ações e enfraquecimento do dólar. Segundo um trader de Londres, os mercados estão voláteis e não estão se baseando em fundamentos.

Às 7h00 (de Brasília), o cobre para três meses era negociado a US$ 4.637,00 por tonelada na LME, alta de US$ 117,00 ante o fechamento de ontem. O alumínio avançava US$ 5,00, a US$ 1.525,00 por tonelada, apesar de um aumento de 123.550 toneladas nos estoques da LME nesta terça-feira.

O zinco ganhava US$ 42,00, a US$ 1.560,00 por tonelada, e o níquel tinha valorização de US$ 375,00, a US$ 12.700,00 por tonelada. O chumbo subia US$ 45,00, a US$ 1.530,00 por tonelada, e o estanho ganhava US$ 275,00 por tonelada, a US$ 13.925,00 por tonelada.

Na Comex eletrônica (divisão de metais da Nymex – New York Mercantile Exchange), às 7h50 (de Brasília), o contrato do cobre para julho avançava 1,69%, para US$ 2,1070 por libra-peso. De acordo com o Barclays Capital, de uma perspectiva técnica, o mercado de cobre continuará agitado, variando entre US$ 4.135,00 e US$ 4.820,00 por tonelada. Para retomar a tendência altista de uma máxima de cinco meses em direção a US$ 5.156,00 por tonelada, o metal precisa operar acima de US$ 4.820,00 por tonelada, com mais resistência provavelmente em torno de US$ 5.250,00 por tonelada, segundo o banco.

O Goldman Sachs reiterou hoje sua expectativa baixista para os metais. Segundo o banco, a direção dos metais dependerá da reação da oferta à recuperação dos preços e a indicações de melhoria na economia global.

Produtores reduziram a produção devido ao enfraquecimento do mercado em meio à crise econômica, mas agora as cotações estão mais elevadas do que no começo do ano, e muitos estão reiniciando operações, principalmente na China, o que poderá limitar ganhos.