Metais caem com avanço do dólar; cobre recua 0,42% na Comex

Os metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) registravam baixa nesta segunda-feira pressionados pelo avanço do dólar. Segundo participantes do mercado, ganhos recentes dos metais devem ser reduzidos nos próximos meses porque no período de verão (no hemisfério norte) a demanda tende a ser menor, e a arbitragem entre a LME e a Shanghai Futures
Exchange está diminuindo.

Além disso, produtores estão retomando a atividade em várias minas e fundidoras que estavam ociosas, mesmo com a demanda mundial ainda não tendo melhorado significativamente. Às 6h29 (de Brasília), o cobre para três meses era negociado a US$ 4.390,00 por tonelada na LME, queda de US$ 55,00 ante o fechamento de ontem.

O alumínio recuava US$ 17,00, a US$ 1.504,00 por tonelada, e o zinco perdia US$ 5,00, a US$ 1.490,00 por tonelada. O níquel tinha desvalorização de US$ 445,00, a US$ 12.000,00 por tonelada, e o chumbo caía US$ 25,00, a US$ 1.457,00 por tonelada.

O estanho perdia US$ 400,00 por tonelada, a US$ 13.250,00 por tonelada. Na Comex eletrônica (divisão de metais da Nymex – New York Mercantile Exchange), às 7h50 (de Brasília), o contrato do cobre para julho recuava 0,42%, para US$ 2,0090 por libra-peso. O níquel, que liderava a queda nesta manhã, deve sofrer ainda mais perdas, segundo o Barclays Capital.

“Depois de falhar sucessivamente em ultrapassar níveis de resistência a US$ 13.690,00 e US$ 13.550,00 por tonelada, o níquel vem se enfraquecendo”, disse o banco,  acrescentando que o metal tem suporte a US$ 11.545,00 por tonelada e que, se ficar abaixo disso, os preços podem recuar para US$ 10.000,00 por tonelada.

No geral, ganhos dos metais devem ser limitados, segundo o analista Will Adams, do site Base Metals. “Preços mais altos incentivam a retomada de capacidade de produção ociosa, o que depois serve como um limite natural nos preços”, afirmou.