Metais básicos caem com realização de lucros;cobre cai 3,65% na Comex

Os metais básicos negociados na London Metal Exchange (LME) operam em queda hoje, em meio a um movimento de realização de lucros acompanhando a fraqueza das bolsas. Analistas e operadores disseram que a alta dos preços este ano ainda não parece ter sido sustentada por fundamentos de demanda, e sim por influência do comportamento de outros mercados, como as bolsas e o dólar.

Às 7h18 (de Brasília), o cobre na LME era negociado a US$ 4.567 a tonelada métrica, queda de US$ 118 em relação ao fechamento de sexta-feira. O chumbo cedia US$ 20, a US$ 1.440 a tonelada. O zinco estava cotado a US$ 1.535,50 a tonelada, em baixa de US$ 19,5. O alumínio cedia US$ 7, a US$ 1.536 a tonelada, enquanto que o níquel perdia US$ 125, a US$ 12.950 a tonelada, e o estanho perdia US$ 195, a US$ 13.800 a tonelada.

Na Comex, às 9h21 (de Brasília), o cobre para julho recuava 3,65%, a US$ 2,0655 a libra peso. A alta dos mercados acionários este ano contribuiu para avanços em outros mercados e dados macroeconômicos recentes vieram melhores que muitos economistas esperavam. Mas a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) disse hoje que, embora algumas das economias líderes no mundo possam estar no caminho da recuperação, a desaceleração ainda não acabou para outras nações. Segundo a OCDE, França, Itália e Reino Unido mostram sinais iniciais de “uma pausa na desaceleração econômica”, mas o retorno ao crescimento ainda está longe para três das quatro maiores economias mundiais: EUA, Japão e Alemanha.

Como resultado, afirmou o analista Leon Westgate, do Standard Bank, a demanda por metais básicos deve continuar fraca, até que se tenha uma melhora real no crescimento. “Os mercados devem continuar olhando para fatores exógenos, tais como as bolsas e o dólar, em busca de direção”, afirmou Westgate.

Para o analista do RBC Capital Markets, Alex Heath, os ganhos recentes nos metais da LME podem ter sido baseados em “expectativas erradas de uma nova fase expansionista e amplo aperto monetário para conter inflação”. “Em resumo, o mercado continua cético de que isso não é mais do que o começo de uma estrada dolorosa e esburacada rumo à normalidade macroeconômica”, disse ele.